Setor Bueno, Goiânia-GO
Dois bonecos de madeira perto de martelo de juiz

O Que é Locupletamento Ilícito e Como Ele se Aplica ao Direito?

Você já ouviu falar em locupletamento ilícito? 

Esse é um termo jurídico que, à primeira vista, pode parecer complicado, mas representa algo muito direto: se beneficiar de forma indevida às custas de outra pessoa. 

Em outras palavras, é quando alguém enriquece ou obtém vantagem sem ter direito a isso, e, principalmente, sem oferecer uma contrapartida justa.

Esse conceito está presente em várias áreas do Direito, inclusive no âmbito da advocacia, sendo avaliado com bastante rigor pelos tribunais de ética e disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). 

Por isso, entender o que é locupletamento ilícito e como ele se aplica na prática é essencial — não apenas para advogados, mas também para qualquer cidadão envolvido em uma relação jurídica ou contratual.

O que é Locupletamento Ilícito?

De forma simples e direta, locupletamento ilícito — ou enriquecimento sem causa — acontece quando alguém se beneficia de algo injustamente, sem ter dado nada em troca ou sem haver uma justificativa legal.

Imagine, por exemplo, que você prestou um serviço, mas o contratante se recusa a pagar, embora tenha usufruído do que você ofereceu. Isso é locupletamento.

O Código Civil brasileiro trata desse tema no artigo 884:

“Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.”

Ou seja, a lei é clara: ninguém pode se enriquecer injustamente.

Exemplos práticos de Locupletamento

O locupletamento ilícito pode acontecer em diversas situações do cotidiano jurídico. Veja alguns exemplos:

  • Uma empresa que recebe valores antecipados de um contrato, mas não entrega o serviço contratado.
  • Uma pessoa que permanece usando um imóvel, mesmo após o término do contrato de aluguel, sem pagar aluguel ou qualquer indenização.
  • O cliente que se recusa a pagar um advogado após o serviço já ter sido prestado — e sim, o contrário também pode ocorrer: quando o advogado cobra valores indevidos ou presta um serviço aquém do contratado.

Em todos esses casos, há um desequilíbrio: uma parte se beneficia enquanto a outra sofre prejuízo. 

Isso é exatamente o que o Direito busca combater com a proibição do locupletamento sem causa.

Locupletamento no âmbito da Advocacia: O que diz a OAB?

Dentro da advocacia, a conduta do profissional é fiscalizada pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, que atua justamente para garantir que os advogados exerçam sua profissão com dignidade, respeito e justiça.

Quando um advogado se apropria de valores do cliente, por exemplo, sem autorização ou sem prestar contas, pode estar cometendo locupletamento ilícito. 

Esse tipo de conduta é passível de sanção disciplinar, podendo levar à suspensão ou até mesmo à exclusão dos quadros da OAB, dependendo da gravidade.

Da mesma forma, se um cliente tenta se eximir de pagar pelos serviços advocatícios já prestados, ele também pode estar cometendo um ato de locupletamento, e o advogado tem o direito de buscar a reparação judicialmente.

O papel do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB

O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB é o órgão responsável por julgar infrações éticas cometidas por advogados. 

Ele analisa denúncias, avalia provas e decide se houve ou não conduta incompatível com a profissão.

Quando o locupletamento ilícito entra em cena, seja por parte do advogado ou do cliente, o tribunal tem o dever de agir. 

Em casos comprovados, o profissional pode ser penalizado por desrespeitar os princípios da boa-fé, da transparência e da honestidade.

Consulte um advogado especializado

Se você é advogado ou advogada e foi denunciado à OAB, buscar um profissional especializado em processo disciplinar é fundamental. 

Esses casos exigem conhecimento técnico e sensibilidade, já que envolvem não só o direito de defesa, mas também a reputação e o exercício da profissão.

Um advogado experiente poderá analisar o seu caso com profundidade, montar uma estratégia de defesa eficaz e acompanhar todo o trâmite junto ao Tribunal de Ética e Disciplina, assegurando que seus direitos sejam respeitados.

Por Pedro Rafael de Moura Meireles – Advogado especialista em processo disciplinar OAB

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